Foi concretamente numa pequena aldeia da Beira Litoral chamada Coelhal, concelho de Pedrogão grande, distrito de Leiria, onde muito jovem tudo começou.
Nasci a 22 de Abril de 1978, com poucos meses de idade, fiquei com os meus queridos avós, cresci num ceio de uma familia humilde e pobre mas ao qual agradeço imenso, foram os meus verdadeiros pais, devo-lhes uma parte da minha vida.
A minha infância foi enriquecida pelos próprios conhecimentos, com poucas amizades, rodeado simplesmente da minha família mas sobrevivi.
Foi então que ainda muito jovem, descobri que existia um sonho em mim, ser cantor.
Ainda me lembro das vezes que utilizava bidons da resina como bateria para poder cantar ao som que soava por toda aquela aldeia.
Naquela altura o meu ídolo era o famoso Quim Barreiros, admiro-o ainda hoje, porque diverte e alegra a malta.Sabia todas as suas músicas, passava dias e dias a cantar e assobiar.
Foi então com 17 anos que a minha vida tomou outro rumo.
Em Outubro de 1994, vi para a Suiça, onde ainda me encontro nos dias de hoje. Sofri imenso, pois tinha deixado os meus avós em Portugal e a mulher dos meus sonhos.Oito meses passaram, sofri e chorei muito, não foi nada fácil, tudo era estranho, pelas diferenças culturais que sentia em relação às pessoas que me rodeavam.
Finalmente, decidi meter um sorriso no rosto e seguir em frente e foi quando comecei a frequentar os centros portugueses e o meu sonho de menino renasceu.De vez enquanto eu pedia para cantar aos Duos da época para tentar um grande defeito meu, a timidez.
Foi quando comecei a ouvir o Tony carreira, assim que o ouvi fiquei colado à caixinha de música.É verdade que nos dias de hoje tenho outra visão da música e isso transmite-se pelo vasto reportório que apresento nas minhas actuações.
Em 1999, lancei-me como cantor amador devido a um convite de um grande músico, Soares da Costa.Andámos por muitas festas, passamos muitos bons momentos, o meu primeiro espéctaculo foi na sala de festas en Vennes(Suiça) onde estavam presentes os santa Maria.
Nesse ano com muita tristeza , num dos meus espectaculos e precisamente num Domingo vim a saber que a minha querida avó que adorava e adoro tinha falecido.Hoje é o dia que sinto falta dos seus preciosos conselhos,nunca será esquecida.
Tive un ano a cantar sozinho onde ia tocando umas músicas, para as quais passei muitas horas e dias em frente ao meu piano.Os anos iam passando mas o sonho de menino queria ir mais longe.
Em Fevereiro de 2005, perdi duas pessoas muito importantes para mim, o meu querido avô (86 anos), bonita idade e uma grande e inesquecível amiga (Sónia Bernardo). Ambos ficarão no meu coração.
Os anos passaram com muitas tristezas e alegrias mas continuo a cantar, graças ao maravilhoso público que tenho, aos que gostam e aos que gostam menos, é um sonho que percorre o meu espírito cada vez que canto.
Canto em Português para defender as cores da minha bandeira, em brasileiro para demonstrar que vivo ao ritmo da música brasileira e em françês para atribuir aos meus fãs de origem Francesa e Suiça.
Optei pelo nome artístico (Alexxano) e neste momento encontro-me com um músico (MR), que se ocupa simplesmente do teclado mas adoraria imenso um dia, talvez, de formar uma banda.
Não quero chegar ao grande sucesso, apenas fazer o que adoro e dar asas ao meu sonho.
E para acabar quero agradecer aos meus avós, que mesmo não estando presentes em vida, estão presentes no meu coração, a todos os que gostam da minha voz, dos meus espectáculos e também aos que não gostam tanto assim, pois dão-me ainda mais vontade de continuar e tentar melhorar o que faço e aos meus verdadeiros amigos, que quando mais precisei estiveram presentes, eles sabem quem são.
Prefacio cedido por C.S.O.B.
Alexxano